GNS 1 – Exploração

Saudações Aventureiros!

Continuando a série de traduções sobre o GNSGamism, Narrativism and Simulationism – ou Jogo, Narrativa e Simulação, desenvolvido por Ron Edwards do The Forge. Para quem viu somente agora o blog, The Forge era um fórum de discussões sobre criação e desenvolvimento de jogos de RPG, mas voltados para “A Arte de Desenvolver e divertir-se ” do que “A Arte de Gerar Lucro Com“. Boa parte dos RPGs Indies criados na atualidade foram desenvolvidos por frequentadores do fórum, e o modelo GNS é bastante utilizado, e debatido, por eles.
Claro, não utilizem somente essa forma para classificar RPGs. Em outras postagens, vamos nos aprofundar no assunto definir o que é RPG.
Se você achou o blog e não sabe o que é RPG, então pare tudo e corra para esse link.

 

GNS E OUTROS ASSUNTOS SOBRE A TEORIA DO ROLE-PLAYING

Por Ron Edwards

GNS
Tradução: Fernando “FenrirX” Afonso e Átila Fernandes

Revisão: Fernando “FenrirX” Afonso

Copyright Adept Press 2001 – 2016

Capítulo I: Exploração

Quando uma pessoa se envolve numa interpretação (role-playing), ou se prepara para fazer isso, ele ou ela invoca sua imaginação utilizando o seguinte: Personagem, Sistema, Ambiente, Situação, e de Cor.

 

  • Personagem: uma pessoa fictícia ou individuo.
  • Sistema: um meio pelo qual os eventos do jogo são determinados.
  • Ambiente: onde o personagem está, em sentido pleno (incluindo a história, bem como o local).
  • Situação: um problema ou circunstância enfrentadas pela personagem.
  • Cor: todos os detalhes, ilustrações ou nuances que fornecem atmosfera.

 

No nível mais básico, estes são os tópicos que melhor definem a experiência do RPG, mas sendo mais preciso, essas são as coisas que devem ser imaginadas pelas pessoas reais. Nesse sentido, dizemos que “Sistema” significa “Imaginando eventos que estão ocorrendo”.

Exploração e sua filha, Premissa

O melhor termo para a imaginação em ação, ou talvez para a atenção dada aos elementos imaginários, é de Exploração. Inicialmente é um interesse individual, embora se mova para a esfera comunicativa/social, e com o compromisso de imaginar os elementos enumerados, se torne um problema próprio.

 

Quando uma pessoa percebe os elementos no conjunto listado, e considera que quer explorá-los, ele ou ela tem geralmente uma reação básica de: interesse ou desinteresse; aprovação ou desaprovação; ou, o desejo de jogar ou falta de tal desejo. Vamos supor uma reação positiva, quando ocorre, e qualquer que seja solicitada, é uma Premissa, na sua forma mais básica. Para fixar, Premissa é o que um participante encontra entre os elementos para sustentar um interesse contínuo no que poderia acontecer em uma sessão de interpretação (role-playing). As Premissas, uma vez estabelecidas, induz o desejo de manter esse compromisso via imaginação.

Pessoa 1:Você joga como um vampiro no dia-à-dia moderno, tentando manter seu segredo do rebanho e lidando com outros vampiros.” [Ver Atmosfera: Sombrio, Punk-gótico]

Pessoa 2:Massa! Legal

A Pessoa 2 pode ter gostado da arte seca, ou do romance da palavra “vampiro”, ou da ideia de estar envolvida em uma intriga mística e secreta. Ou talvez nenhuma dessas, e uma coisa totalmente diferente. Ou talvez todas elas de uma vez. Não importa – o que quer que seja, isto é a premissa inicial dela.

 

Premissa é uma preocupação meta-jogo, totalmente diferente dos elementos listados. Eles – os elementos em si – são o conteúdo da experiência imaginada (explorada) do role-play, e a Premissa é a pessoa real, os juros do mundo real que incute e mantém o desejo de uma pessoa a ter esta experiência. Neste ponto inicial, no entanto, Premissa é algo vago e muito pessoal, pois é apenas o embrião da Premissa real. A Premissa real existe como uma clara e focada pergunta, ou preocupação, partilhada entre todos os membros do grupo. A premissa inicial só toma forma e é compartilhada a fundo quando passamos para o próximo capítulo.

Por que “Gênero” não faz parte do léxico

Não recomendamos o uso de “Gênero” para identificar o conteúdo do jogo. “Um gênero” é uma combinação de: elementos específicos de fixação; elementos do enredo; elementos da situação; elementos de caráter; e, por vezes, elementos da premissa de que, pela audição da palavra, somos informados de que esperar, ou em termos de interpretação, o que fazer. Somente em face disso, o conceito parece ser útil.

 

O problema é que os Gêneros estão continuamente sendo construído e reconstruídos, com elementos de um se misturando com os outros. Isto está ocorrendo como um fenômeno histórico não-planejado ou não-gerenciado em toda a mídia. Por conseguinte, “Gênero” pode ser um rótulo para o que seja ou tenha sido feito, mas não ajuda muito em termos do que fazer ou do que pode ser feito.

 

Em muitos casos, um rótulo dado ao Gênero é conveniente a um grupo de pessoas conhecidas como uma combinação bastante simples de valores para essas variáveis. No entanto, o rótulo do mesmo gênero perde seu poder de informar se você adicionar mais pessoas à mistura, especialmente porque a maioria dos rótulos têm mudado radicalmente de significados, e mais de uma vez. E mais importante ainda, novas combinações de valores para as variáveis-chave podem ser perfeitamente funcionais, mesmo quando elas não correspondem a qualquer rótulo de Gênero reconhecida.

 

Portanto, quando alguém me diz que um Jogo (história,ou qualquer outro) é baseado em um determinado Gênero, eu tenho que fazer algumas perguntas a mais – e mais cedo ou mais tarde – eu recebo respostas reais em termos de Personagens, Ambiente, Situação, ou Cor. Só então uma Premissa Inicial pode ser identificada, e em seguida, o próximo passo para o papel, funcional-agradável-jogável pode acontecer.

Logo mais, continuaremos trazendo as traduções desse grandioso artigo sobre RPGs. Valendo salientar que, todas as opiniões traduzidas aqui nesse blog, e nesse artigo, não reflete inicialmente a opinião do The Forge nem dos Cavaleiros das Noites Insones, estamos somente traduzindo para, juntos, estudarmos e vivenciamos o nosso hobby.

Próxima Tradução: GNS 2 – Gamism, Narrativism e Simulationism (Primeira Parte)

Anterior: Introdução

 

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