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Maiddenland – Califado Akhensahid

Venha conhecer o Califado Akhensahid, nação de Maiddenland, um cenário de RPG de mesa para qualquer sistema.

Maiddenland

Saudações, aventureiros!

Ainda lutando contra bloqueios criativos, apareço perante os poucos leitores desse site com o material que me foi deixado pelo João Antônio Souza, e apresentado no artigo Maiddenland aqui nos #CavaleirosInsones.

Maiddenland é uma terra caótica, xenofóbica, e que passa por ciclos de guerras pela supremacia de eras em eras. Quando apresentado para novos jogadores, é entregue um cenário incompatível entre eles, mas que, ao começar a desenvolver a história, descobre-se várias ligações. E você mergulhará no Califado Akhensahid, uma terra exótica no qual uma deusa governa com mãos de ferro.

Ao concluir esta série de artigos, compilarei um único artigo no qual terá organizado cada nação para referência rápida do mestre e jogadores. Utilizem qualquer sistema fantástico que desejem, pois o artigo aborda exclusivamente somente a história invés de regras, mesmo ele tenha sido elaborado para uma mesa de jogadores de Dungeons and Dragons.

Atenção: O material das nações são apresentados para os jogadores que irão jogar em cada nação. Se você, mestre, vai utilizar esse material, alerte os jogadores para que não leiam as outras nações, com risco de receberem spoilers e atrapalhar a experiência de jogo.

Maiddenland - Califado Akhensahid
Capital: Akensamun

Maiddenland – Califado Akhensahid

História

“Surgimos das areias e como elas, vagamos por onde o vento nos levar, porém, jamais esquecemos de onde viemos. ”


A história dos akhensahid se confunde com a do próprio continente, pouco se sabe sobre sua origem, mas qualquer cidadão comum afirmará com toda certeza que o povo do deserto sempre habitou o Sul de Maiddenland. Este também é um dos muitos motivos pelos quais eles acreditam que sua deusa-faraó é a verdadeira dona do trono de todo o mundo.

Aqueles que possuem mais conhecimento histórico, afirmarão, baseando-se em antiquíssimos pergaminhos desenterrados de muitas ruinas do vasto deserto de que sua raça, na verdade, foi criada pela deusa Khelid. Descendo dos céus, a faraó usou seu imensurável poder para criar o vasto Deserto de Aken e usando suas areias misturadas às águas do grande Rio Leão, moldou e deu o sopro da vida às primeiras tribos das areias.

A deusa, após criar seus filhos, os ensinou a sobreviver nas vastas areias de seu deserto, ensinou-lhes quais caminhos traçar e a construir seus acampamentos. Assim viveram os akhensahid por alguns séculos, nômades que vagavam nas dunas de Aken e se alimentavam de sua limitada fauna e flora, perambulando entre os inúmeros e ocultos oásis que existem na imensidão do deserto.

Khelid, depois de finalizar sua criação, passou a vagar pelas terras que criara, aconselhando e guiando seu povo, sempre os auxiliando em suas necessidades e fornecendo suprimento quando estes se mostravam escassos demais.

A ganância de uma tribo cresceu, passaram a acreditar serem independentes de sua criadora, não precisando de sua ajuda e sendo capazes de domarem o deserto por si mesmos. Estes hereges se denominaram yamānusanid (filhos de Yamānu), por descenderem de Yamānu, um dos primeiros a serem criados por Khelid. Essa tribo se isolou de todas as outras, cortando por completo a comunicação com os demais e passado a hostilizar todos que tentassem contato.

Com a reclusão, os yamānusanid desenvolveram seu próprio sistema de crenças, sua própria civilização e começaram a se expandir no deserto, abrangendo uma área cada vez maior, unificando terras e diminuindo assim a hegemonia da deusa criadora.

A fé dos akhensahid era forte, portanto, os yamānusanid tiveram de fazer sua expansão através da guerra. Como os filhos de Yamānu se desenvolveram mais rápido que os nascidos das areias, sua expansão cresceu desenfreada por muito tempo, vários massacres aconteceram e várias tribos foram mescladas ou dizimadas pelos hereges e por seus deuses animalescos.

Khelid, que inicialmente possuía uma atitude um tanto quanto compassiva e de mediadora nos conflitos entre seus filhos, por algum motivo não mencionado na historiografia, mudou drasticamente e passou a não mais almejar a paz e a conciliação.

Se tornou hostil e assumiu uma postura de comando, reuniu as tribos que restavam, apesar de algumas se recusarem a lutar, ensinou-lhes a arte da guerra e da forja de armas, estruturou um exército jamais visto em todo o deserto e então marchou contra as forças dos hereges yamānusanid.

Foram muitos anos de conflitos sangrentos e intermináveis, a Deusa-faraó matou muitos dos falsos deuses e foi assim consolidando-se como a única e verdadeira divindade do povo do deserto. Aqueles que eram capturados pelos exércitos de Khelid foram escravizados e usados para os trabalhos braçais, também foram obrigados a atuar como exército auxiliar, matando os membros de sua própria tribo.

O combate se estendeu por anos. O exército da Deusa, que era mais organizado e de maior número, conseguiu afugentar os hereges, encurralando-os em sua última cidade, dando assim o início a um último cerco que selaria para sempre o destino dos povos do deserto.

A cidade de Durmejad, construída às pressas pelos yamānusanid remanescentes foi fortificada para resistir a praticamente qualquer cerco. Os exércitos dos filhos de Khelid jamais conseguiriam tomá-la, não fosse pelas mãos divinas de sua Deusa. O ódio da Grandiosa era tamanho, que ela transformou em pó os muros de Durmejad com apenas o manifestar de sua ira.

Ordenando seus soldados à avançar e exterminar todos aqueles que se opuserem ao seu poder, um massacre lavou as ruas da cidade com sangue e suor naquele derradeiro dia. A faraó, com alguns de seus mais fiéis guarda-costas, foi direto para o palácio onde o autoproclamado “deus” se escondia com alguns lacaios.

A batalha final entre Khelid e Yamānu foi o confronto mais feroz já travado em todo o deserto, os dois seres mais poderosos a pisarem sobre as areias se enfrentaram em um combate que alterou drasticamente as dunas de Aken.

Ambos ascenderam aos céus e o chão tremia quando um deles era arremessado ao solo. É dito entre as pessoas que há regiões onde até hoje enormes tempestades de areia permanecem e que o próprio deserto jamais se esquecera do desenrolar desta feroz contenda.

O confronto durou dias, raios cortavam o céu, trovões ecoavam por todos os cantos das areias, o futuro de todos os povos estava sendo decidido. O povo observava e temia os sinais daquele embate, é contado que muitos não suportavam os barulhos estrondosos e persistentes da contenda e furavam seus próprios ouvidos.

Ao fim do sétimo dia, Yamānu — o falso deus — pereceu, Khelid cravou seu cajado no peito do mentiroso que caiu dos céus e abriu uma enorme cratera no deserto. Neste dia, todo o Aken tremeu e todas as dunas se moveram. Terminara assim uma era de guerra e teve início o tempo de paz nas areias do deserto.

No local onde o combate teve seu fim, Khelid ordenou que fosse construída uma cidade, a única em todo o deserto. Já Durmejad foi destruída, consumida pelas areias do deserto e esquecida pelo tempo, seu nome só é lembrado para incitar o terror àqueles que ousam questionar a sacralidade da Grande Deusa.

A construção da cidade sagrada demorou séculos, todos Yamānusanid que sobreviveram à guerra foram escravizados e se tornaram os responsáveis por construir a cidade da qual Khelid chamou de Akensamun.

A cidade foi construída em volta do túmulo de Yamānu, sob o qual a Faraó ergueu um trono de ouro maciço e uma pirâmide gigantesca para simbolizar sua superioridade sobre todos os falsos deuses e provando ser a verdadeira luz que guia e protege os Akhensahid. Akensamun, após construída, se tornou uma das maiores cidades de todo o continente, Khelid, apesar de jamais voltar a ser como era antes, mostrou-se contente com a beleza da cidade.

Para que sua vontade fosse concluída, a deusa ordenou que todas as tribos que se recusaram a participar da guerra contra os hereges fossem proibidas de permanecer mais do que sete dias na grande capital do seu recém fundado reino sem sua expressa autorização.

Como a grande faraó, em sua imensa sabedoria sabia que ao fazer isso estaria fadando as tribos à morte, em sua imensa misericórdia, criou numerosos oásis para que estes clãs pudessem peregrinar nas infinitas areias de Aken. Os líderes dos clãs exilados aceitaram de bom grado a sentença da Grandiosa e desde então, vagam pelas inúmeras areias do deserto, de oásis a oásis, alguns circundando a capital, outros viajando para maiores distâncias.

Akensamun cresceu e prosperou, Khelid estipulou um Califa, um líder político e econômico para chefiar a cidade, porém este deve responder para ela e todas as decisões devem passar por seu consentimento.

De forma semelhante, a diviníssima nomeou um Akenhetep, um líder para as tropas do reino, responsável por recrutar, treinar e administrar as forças policiais, este general deve submeter suas decisões ao Califa, que recorre a Faraó para receber sua aprovação ou negação. Por fim, Khelid nomeou um Sumo-Sacerdote para chefiar os numerosos templos erguidos na cidade e ser o responsável por supervisionar o povo nas matérias de fé, garantindo que todos mantenham firmes sua crença e obediência a Iluminadora.

Após estruturar seu reino, a Faraó presenteou com a imortalidade seus fiéis guarda-costas que a protegeram por tanto tempo após estes jurarem servi-la para todo o sempre, protegendo-a e fazendo com que sua vontade seja feita. Chamou-os Medjay, Guerreiros da Deusa.

Assim, os doze fieis servos para sempre montarão guarda ao redor do trono da única e verdadeira Senhora das Areias. Como fieis protetores, eles a seguiram em todas as Guerras de Unificação, temidos e respeitados por seus inimigos e aliados, esses guerreiros não conhecem fome, sede, sono ou doença, suas existências se resumem em servir e proteger Khelid, cumprindo sempre suas ordens.

Ninguém jamais conseguiu escapar de um Medjay, quando a faraó manda um de seus servos atrás de alguém, nem mesmo todas as areias do deserto juntas são capazes de esconder alguém dos Guerreiros da Deusa. Se um Medjay coloca seus pés fora das pirâmides, significa que ele retornará com a cabeça de um inimigo da Grande Deusa.

Divisão Social

Os povos do deserto não possuem uma estrutura social bem definida, cada clã tem seus próprios costumes e maneiras de se organizarem. Contudo, na grande Akensamun, há uma “pirâmide” social bem dividida entre seus residentes. Esta estrutura mantém-se firme desse a criação da cidade, sem nunca ter sido mudada ou reestruturada.

No topo da sociedade encontram-se os clérigos, sacerdotes e paladinos, responsáveis por propagar e estruturar o culto a Deusa do deserto. São uma casta seleta em que poucos possuem a oportunidade de se juntar. São escolhidos em seu nascimento e vivem todas as suas vidas nos templos ou peregrinando no deserto, realizando cerimônias ou caçando aqueles que se atrevem a desobedecer aos mandamentos da Imaculada Khelid.

Logo abaixo encontram-se os militares, responsáveis pela segurança da cidade, os policiais são nomeados após um longo treinamento, iniciado na infância e exercem suas funções até atingir a velhice, quando passam a trabalhar com atividades administrativas e a participar na capacitação de novas tropas.

O califado não possui um exército estruturado, não existem registros sobre como o reino participava nas Guerras de Unificação. Desde o fim da guerra com os falsos deuses, o grande exército do passado foi desfeito e muito sobre sua organização e estruturação foi perdido, consumido pelas vastas areias do tempo.

Na base da “pirâmide social”, encontram-se os comerciantes, aqueles responsáveis por girar a economia do grande deserto. O povo Akhensahid é especialista no negócio de especiarias e possuem os temperos mais refinados de todo o continente, a maior parte de sua economia gira em torno do comércio desses itens com os vários clãs que visitam a grande cidade.

Os comerciantes muitas vezes pertencem a grandes famílias e seguem riquíssimas tradições, muitas destas estão no ramo dos negócios a séculos e mantém muitas rotas das quais os clãs trilham pelos oásis no grande deserto.

Por último, à margem da sociedade encontram-se os marcados, aqueles que descendem dos desprezíveis hereges, destinados à escravidão eterna, não possuem valor para os povos do deserto, são apenas pedaços de carne fadados a uma vida de labor e servidão. Não passam de mercadorias vendidas para grandes comerciantes para qualquer fim que forem delegados.

Os mais sortudos vão para o exército e servem como escudo humano para os soldados mais experientes. Os marcados, quando não habitam nos alojamentos de seus senhores, vagam pelas ruas de Akensamun, como mendigos, procurando trabalho e fazendo de tudo para conseguir se alimentar e sobreviver ao calor do deserto.

É proibido para um marcado sair das dependências de Akensamun sem estar acorrentado ou servindo a uma caravana.

Na verdade, seria suicídio abandonar os muros da cidade para se aventurar pelo deserto, visto que apenas os grandes clãs nômades sabem para aonde ir e quando se abrigar. Eventualmente, alguns marcados decidem tentar a sorte e se aventurar pelas areias do deserto, porém, muitos acabam mortos pelas dunas ou caçados por todos, capturados e trazidos de volta para a Grande Cidade.

Religiões e Crenças

“Khelid é o centro, a origem, a criadora, aquela que protege e ama seus filhos. Foi ela quem criou o deserto e todos os Akhensahid, até mesmo os marcados são seus filhos, mesmo estes tendo negado e até lutado contra a única verdade existente neste vasto ermo. ”

A religião do povo do deserto baseia-se no culto à Khelid, a Deusa criadora de todos os que habitam o grande Aken. Muitos templos foram construídos na cidade de Akensamun, e absolutamente todos os clãs de nômades cultuam a grande Faraó. Todos fazem uma peregrinação para a grande cidade pelo menos uma vez por ano, para oferecer especiarias e sacrifícios a grandiosa criadora.

É comum também que clérigos saiam com as caravanas para fazer rituais de adoração e ritos fúnebres pelo grande deserto e também é normal que alguns recém-nascidos sejam deixados nos templos para que, quando crescerem, voltem para suas famílias e se tornem os responsáveis pela manutenção da fé de seus familiares nômades.

Há também aqueles cuja fé é mantida não na ponta da língua, mas no fio da espada. Os medjAken seguem o exemplo dos doze, são guerreiros que passam metade do tempo nos templos aprendendo a canalizar sua fé para suas armas e causar a destruição divina da grande Deusa em todos aqueles que ousam desafia-la e levar a punição celestial para todos que não se submetem a verdadeira e única doutrina da Rainha das Areias.

Estes guerreiros divinos são escolhidos durante o treinamento do exército e passam a receber uma formação diferente dos soldados comuns, passam a estudar os escritos antigos e aprendem a usar os poderes divinos fornecidos diretamente por Khelid.

Personalidades, Clãs e Guildas importantes

Faraó Khelid

Maiddenland - Califado Akhensahid
Khelid
  • Idade: Desconhecido
  • Altura: Desconhecido

A santíssima e altíssima faraó, criadora de todos os povos do deserto e das areias que nos circulam. Khelid, a iluminadora é provavelmente o ser mais antigo, e belo, de toda Maiddenland.

Misteriosa e reclusa em sua gigantesca pirâmide, poucos foram abençoados com a graça de contemplar sua verdadeira face. Resta ao povo exprimir sua admiração com inúmeras representações distintas da verdadeira Deusa.

Cada clã possui uma representação diferente de Khelid, estas são redigidas e devem ser aprovadas pelos clérigos da cidade.

Sumo-Sacerdote Hemnetjer

Maiddenland - Califado Akhensahid
Hemnetjer
  • Idade: 33 anos
  • Altura: 1,78m

Bisneto do grande Hamopsi, Hemnetjer vem de uma linhagem abençoada por Khelid, dedicando sua vida a manutenção dos muitos templos erguidos na grandiosa cidade. É o responsável também pela nomeação e formação de novos sacerdotes e também por fornecer seus conhecimentos aos guerreiros que desejam trilhar o caminho da guerra espiritual.

Visita a Grandiosa praticamente todos os dias para pedir conselhos e levar suas bênçãos para o restante do povo, é um dos únicos que já tiveram a graça de contemplar o verdadeiro rosto da Única.

Um homem de poucas palavras, limita-se a gasta-las em seus sermões, na formação de novos sacerdotes ou quando leva os conselhos da Deusa para algum servo que tenha se destacado na comunidade.

Akenhetep Thotmés III

Maiddenland - Califado Akhensahid
Thotmés III
  • Idade: 30 anos
  • Altura: 1,80m

Descendente dos lendários generais que lutaram na Grande Guerra, Thotmés III é um homem robusto e de pulso firme, responsável por administrar as forças policiais que patrulham a grande cidade e o deserto, mantendo a lei e a ordem seguindo os preceitos e aplicando as devidas penas àqueles que transgredem o conjunto de leis estipuladas pela Grande Deusa.

Foi responsável por suprimir inúmeras tentativas de rebeliões dos yamānusanid e restaurar seu devido lugar como escravos perpétuos que devem ser. Desde muito jovem, vem dedicando seus esforços a encontrar e destruir escravos que fogem para o deserto e prender aqueles que ousam cultuar os deuses mortos.

Malik Ahmes IV

Maiddenland - Califado Akhensahid
Malik
  • Idade: 60 anos
  • Altura: 1,68m

Chefe da Família Ahmes, Malik é o homem mais rico em toda Akensamun quiçá de todo o deserto. Seu clã é um dos mais antigos de todo o povo, possuindo uma das maiores franquias comerciais do reino.

Dono de várias caravanas, seu clã se estabeleceu na grande cidade logo após o fim da Grande Guerra, desde então, apenas alguns vivem a vida de exílio no deserto. Por algum motivo, Malik e alguns de seu clã permaneceram grande parte de suas vidas na cidade, ignorando o exílio imposto por Khelid à todas as tribos que se recusaram a participar ativamente da guerra contra os falsos deuses.

Um homem tranquilo e de boa lábia, herdou de seus ancestrais todo o “império comercial” que exerce gira grandes quantidades de dinheiro por todo o deserto.

O Bardo

Maiddenland - Califado Akhensahid
O Bardo
  • Idade: Desconhecido
  • Altura: 1,74m

Uma figura estranha e estrangeira, apesar de ser bem carismático e amigável, muito pouco se sabe sobre O Bardo.

Mesmo não sendo nativo do deserto, ele é respeitado pelos Akensamun e aparentemente por outras raças de Maiddenland.

Ele é o único que tem a liberdade de atravessar as fronteiras do reinos sem ser hostilizado pelos demais habitantes. Suas canções são uma dádiva que adquiriu de forma misteriosa, na verdade, tudo que permeia este jovem humano é um mistério, ninguém sabe o porquê de sua constante peregrinação e qual ou quais os motivos de sua vida nômade e solitária.

Nunca ficando mais de um dia no mesmo lugar, sempre viajando sozinho e entoando suas canções em tavernas e até mesmo nas cortes dos reis do continente, acredita-se que é por sua causa que os monarcas sabem o mínimo de seus adversários, pois ele sempre leva algumas notícias para todos os cantos de Maiddenland.

União dos Servos da Única

Maiddenland - Califado Akhensahid

“A ka dua Tuf ur biu Bi a’a chefu Dudu nur af an nuteru”

O culto a Khelid, não possui uma estrutura formal como as outras religiões do continente, porém, existem sacerdotes que dedicam suas vidas exclusivamente na servidão à grande Deusa, fazendo os rituais de adoração, oferecendo sacrifícios e se incumbindo dos ritos fúnebres.

Os mortos são tratados com muito respeito pelos Akhensahid, todos são sepultados nas pirâmides fúnebres que circundam os templos na grande cidade, mesmo aqueles que morrem circulando o deserto em grandes caravanas, são zelados pelos seus sacerdotes e trazidos para Akensamun para serem velados devidamente.

MedjAken Heptamun

Maiddenland - Califado Akhensahid

“Vivemos para servir, que as areias do deserto nos guie em nossa missão.”

Os membros das forças armadas do grande deserto são escolhidos desde o nascimento para serem os responsáveis por proteger e manter na linha todos os cidadãos de Akensamun e também limpar as areias de criminosos e contrabandistas.

Comandadas por Thotmés III, as forças policiais de Akensamun mantém uma constante vigília pelas ruas da cidade e constantemente enviam patrulhas para as vastas dunas do deserto de Aken com o intuito de recuperar escravos que ousam fugir de suas funções ou buscar criminosos em seus esconderijos.

Com o aproximar da Guerra de Unificação, Thotmés mudou, com a autorização do Sumo-Sacerdote, a doutrina de recrutamento dos MedjAken e passou a aceitar que qualquer um, com exceção dos marcados, fosse recrutado para as forças armadas.

O clã Ahmes

Maiddenland - Califado Akhensahid

Ninguém sabe a verdadeira magnitude do clã dos comerciantes, sua história se confunde até mesmo com a do próprio reino.

Alguns dizem que este clã foi um dos primeiros a serem criados pela Grande Khelid e sua influência pode alcançar todo o deserto.

É chefiado atualmente por Malik Ahmes IV que tem dedicado seus esforços em obter artefatos históricos e na expansão do monopólio comercial em Akensamun, terceirizando ou adquirindo os negócios de outros clãs menores. Malik, apesar de não ser uma pessoa de mau temperamento, possui muitos inimigos, mas não reconhece ser ganancioso, na verdade, para ele, os Ahmes devem ser os únicos a controlarem o comércio no grande deserto porque foram criados para tal fim.

Atualidades do Califado

Hoje, com o aproximar da Batalha de Unificação, o deserto encontra-se inquieto, as ruas da enorme Akensamun estão agitadas, tropas patrulham e recrutas fazem seus exercícios no meio do povo. Os comerciantes passaram a vender e produzir mais armas, armaduras e munições para a incessante demanda.

Thotmés III todos os dias passa em todos os centros de recrutamento montados pela cidade para vistoriar os novos recrutas, alocar suas funções e dar-lhes tarefas para seus treinamentos, seus dias encontram-se mais agitados do que nunca. Todos aqueles que desejam se juntar as tropas do recém-formado exército real devem se apresentar ao posto de recrutamento mais próximo.

Como todas as guerras ceifam muitas vidas, Hemnetjer reconhece a necessidade de que mais sacerdotes e medjAken precisam ser treinados para auxiliar na grande batalha que se aproxima.

Com a permissão da grandiosa Khelid, o Sumo-Sacerdote permitiu temporariamente que qualquer um pudesse receber a formação para sacerdote e triplicou o contingente de guerreiros divinos recrutados. Assim, Hemnetjer tem passado a maior parte do tempo atuando na formação de novos servos divinos e medjAken, não há tempo para os sermões e para muitas cerimônias nos templos, agora é o tempo da Guerra, é tempo de se preparar para o evento do qual todo o continente deve testemunhar mais uma vez a glória e o esplendor de todo o povo das areias.

Apesar da iminente guerra que se aproxima, Malik não parece muito preocupado com estes fatos. Enquanto todos viram seus olhos para Khelid ou para as fronteiras com as Planícies Gélidas, o chefe do clã Ahmes almeja algo que se encontra no lado oposto ao que todos tem olhado.

Após alguma caravana que peregrinava pelo deserto ter encontrado ruínas antigas datadas de tempos antes da guerra entre os deuses, Malik passou a recrutar todos aqueles dispostos a se arriscarem nas hostis areias do Sul para encontrarem estas ruinas e recuperarem quaisquer relíquias ou artefatos antigos que puderem encontrar.

Apesar de já ter enviado inúmeras incursões às ruinas, ninguém retornou para a cidade ou sequer foi visto novamente e isso tem gerado muitos boatos de que este lugar possa, de alguma forma, ser amaldiçoado pelos deuses mortos.

O Sumo-Sacerdote nega que exista a possibilidade de que os falsos deuses possam ter algum tipo de interferência ainda hoje e a tal “maldição” não passa de crendice popular e suas tentativas de desencorajar Malik de desistir de tal empreitada e investir seus recursos no fortalecimento do exército não tem surtido efeito.

Considerações

O conteúdo escrito aqui foi feito pelo João Antonio, e editado/atualizado por Fernando Afonso. Somente algumas correções foram feitas, mas a essência do que foi digitado é de autoria do João Antonio, que liberou os direitos de copyleft (CC BY) para quem quiser utilizar seu material.

Caso deseje falar com o autor, poderá entrar em contato com ele no grupo https://t.me/DeDrpg ou @maethiron.

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